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Ética

A ética do cuidado remete às teorias baseadas nas relações, em que a perspectiva assume especial significado no desempenho de papéis sociais.

A enfermagem em sua atividade laboral constantemente toma decisões que refletem em vidas, tornando esse processo delicado e com constantes confrontações éticas. Dessa forma, o enfermeiro, enquanto agente social tem o dever de prestar cuidados de qualidade e éticos.

A ética do cuidado remete às teorias baseadas nas relações, em que a perspectiva assume especial significado no desempenho de papéis sociais.¹

A dimensão ética da ação do enfermeiro envolve a heteronomia e a autonomia. No que se refere a primeira, entende-se que é aquela que aceita as normativas externas, seja por conformismo ou por coerção (leis, resoluções e demais normativas jurídicas). Já sob a óptica da autonomia, considera-se que existe um espaço de reflexão acerca das limitações até mesmo da própria profissão.²

Ainda, nesse contexto, a liberdade é um elemento basilar da ação humana, especialmente do profissional enfermeiro, pois inclui a diversidade e as possibilidades. Entende-se que o enfermeiro é um profissional capaz de dominar e superar obstáculos, em que a liberdade integra ser e poder ser, na acepção de realizar as suas potencialidades. Ademais, a liberdade possui limites na liberdade do outro, não existindo responsabilidade sem liberdade ou vice-versa.³

Diante dessas características, os fundamentos éticos do profissional enfermeiro enquanto gestor, educador ou assistente, devem pautar as suas ações e nortear as escolhas diante das problemáticas do trabalho. Logo, tendo por base o conhecimento dos direitos e deveres que normatizam a profissão e o agir humano, juntamente com a realidade social e cultural em que está inserido, o enfermeiro age e decide o melhor percurso quando fizer algo.

Assim, as normas (engessadas e inflexíveis) não limitam a liberdade do enfermeiro diante de um entrave ético de pensar de forma responsável e consciente sobre a melhor possibilidade de ação, considerando a bagagem de conhecimentos e experiências progressas e compartilhadas com os pares.⁴

Referências


1. LEAL, D.F.; RAUBER, J.J. A concepção de ética dos profissionais da enfermagem. Revista Mineira de Enfermagem, v. 16, n. 4, p. 554-563, 2012.
2. MENDES, G. A dimensão ética do agir e as questões da qualidade colocadas face aos cuidados de enfermagem. Texto & Contexto-Enfermagem, v. 18, p. 165-169, 2009.
3. FERNANDES, V. Filosofia, ética e educação na perspectiva de Ernst Cassirer. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo, 2006.
4. OGUISSO, T.; SCHMIDT, M.J. O exercício da enfermagem: uma abordagem ético-legal. In: O exercício da enfermagem: uma abordagem ético-legal. 2007. p. 292-292.

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